segunda-feira, 23 de abril de 2012

Confira matéria da visita da Chapa 1 à UFOPA

Marinalva Oliveira: “A conciliação de classes é um atraso para luta docente"

Esteve em Santarém nesta sexta-feira, 20 de abril, a professora da Universidade Federal do Amapá, Marinalva Oliveira, que disputa pela Chapa 1 a direção do Sindicato Nacional dos Docentes das Intituições de Ensino Superior – ANDES. 

Pela manhã, Marinalva ministrou uma palestra na Universidade Federal Oeste do Pará (Ufopa), onde a princípio seria feito um debate com um representante desta universidade, que na última hora avisou que não compareceria.

Marinalva trouxe a caracterização do processo histórico de reconfiguração da universidade brasileira a partir das orientações do Banco Mundial e que se estenderam numa série de políticas educacionais nas últimas duas décadas.

Falando para  o movimento docente, a professora fez várias intervenções em que correlacionou as precárias condições de trabalho na Ufopa com as diretrizes emanadas pelos organismos internacionais e sua agenda de mercantilização e desmonte da educação pública.

A candidata ressaltou também como no interior das Universidades os intelectuais acabam não se considerando trabalhadores e não percebendo os mecanismos de cooperação com o Capital como as fundações privadas, a substituição de técnicos administrativos por estudantes sem qualquer direito trabalhista, formações curtas, professores com grandes turmas de estudantes e dissociação do ensino da pesquisa e da extensão foram destacados como exemplos e que foram sintetizados na frase  “a conciliação de classes é um atraso para luta docente e não existe conciliação de classes entre os trabalhadores e a burguesia”.

Na parte da tarde, Marinalva e o professor da Ufopa Enilson Souza, que também faz parte da Chapa 1, estiveram reunidos com o Movimento Estudantil, entre os quais,  membros da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL) e do DCE da Ufopa.

As eleições para a direção do Andes serão nos dias 08 e 09 de maio em todas as sessões sindicais.

Matéria do blog
http://candidoneto.blogspot.com.br/2012/04/marinalva-oliveira-conciliacao-de.html

Visita Profa. Marinalva Oliveira na UFOPA em Santarém-Pa. Na foto com os Profs. Luiz Fernando França (sentido horário) - Presid. da SINDUFOPA-S.SIND, Prof. Amadeu Farias (Secretário Geral da SINDUFOPA - S. SIND.), Prof. Enilson da Silva (Vice-presidente da SINDUFOPA - S. SIND), Profa. Marinalva Oliveira (Cadidata à Presidente do ANDES e aluno da UFOPA, Hudson (Membro do DCE - UFOPA).

AGENDA DE CAMPANHA


Dia 25.04 (quarta-feira) - UNIMEP (Piracicaba-SP)

Dia 26.04 (quinta-feira) – Rio de Janeiro-RJ
Manhã – UERJ
Tarde – UFF
Noite – UFRJ e UNIRIO

Dia 02.05 (quarta-feira) - UFPR e UTFPR (Curitiba-PR)

Organize seu Comitê Local de Campanha!

Quer saber como? Envie um e-mail para a Chapa 1:
chapa1andes@gmail.com

Nos dias 8 e 9 de maio VOTE em defesa da universidade pública
Vote Chapa 1 - Trabalho Docente e Compromisso Social!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Chapa 1 está no FACEBOOK

Conheça as páginas e participe!!!!

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Chapa 1 visita a UFPA

No dia 19 de abril, Marinalva Oliveira, candidata pela Chapa 1 à presidência do ANDES-SN, esteve na Universidade Federal do Pará (UFPA). A Professora, visitou diversos Centros e Departamentos e conversou com os/as docentes apresentando o programa de trabalho da Chapa 1.

AGENDA DE CAMPANHA

Dia 20.04 (sexta-feira) - UFOPA - Universidade Federal do Oeste do Pará (Santarém-PA)

Dia 25.04 (quarta-feira) - UNIMEP (Piracicaba-SP)

Dia 02.05 (quarta-feira) - UFPR e UTFPR (Curitiba-PR)

Organize seu Comitê Local de Campanha!

Quer saber como? Envie um e-mail para a Chapa 1:
chapa1andes@gmail.com

Nos dias 8 e 9 de maio VOTE em defesa da universidade pública
Vote Chapa 1 - Trabalho Docente e Compromisso Social!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Chapa 1 é notícia no jornal O LIBERAL, no Pará

A matéria, com o título "Amapá terá presidência de sindicato nacional de professores universitários" foi publicada no jornal O Liberal, em 16 de abril de 2012, na pagina 9 do primeiro caderno. Confira abaixo!


Eleições no ANDES


 Nos próximos dias 8 e 9 de maio do corrente, haverá eleições para renovação da diretoria do ANDES-Sindicato Nacional, para o período 2012-2014. O sindicato que representa a maioria dos professores universitários do País promoverá essa eleição em todo o país, com o envolvimento de mais de 60 seções sindicais e um contingente de aproximadamente 70 mil eleitores, incluindo instituições públicas de ensino federais, estaduais e municipais e ainda uma parcela de faculdades particulares. A diretoria do Andes-Sindicato Nacional é formada por 83 docentes, distribuídos da seguintes maneira: 11 diretores nacionais e 72 regionais, estes formando as regionais norte 1, norte 2, nordeste 1, nordeste 2 e nordeste 3, Planalto, Pantanal, Sul, Leste, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Apenas uma chapa estará apta a ser votada e pela primeira vez a presidência do ANDES deverá ser ocupada por uma docente do norte do país, num momento de especial importância política do Andes. Trata-se da candidata Marinalva Oliveira, da Universidade Federal do Amapá, que encabeça a chapa 1 do Andes, denominada “Trabalho docente e movimento social”.
A indicação da professora Marinalva Oliveira para a presidência do ANDES representa, de um lado, o crescente prestigio que as seções sindicais do norte do País tem demonstrado na militância sindical e na luta, com o sindicato, em defesa intransigente dos principais interesses da categoria de professores universitários do País. De outro lado, essa indicação significa o interesse do Andes em ampliar o espaço dirigente do sindicato, com novos afiliados para o fortalecimento e a união dos docentes brasileiros.
O ANDES já ultrapassou os trinta anos de luta em defesa da categoria e em oposição rigorosa aos eventuais desmandos oficiais que prejudicam, de modo geral,  a carreira dos trabalhadores da educação. É um combate permanente em favor da categoria que tem sofridos verdadeiros achaques dos governos que se dizem democráticos.
A professora Marinalva Oliveira, que se graduou em psicologia na Universidade Federal do Pará, reconhece os desafios que terá que enfrentar após assumir o principal cargo do Andes, achando que sua indicação é uma honra para a região norte do Pais, que sempre esteve lado a lado com os demais companheiros do sindicato nas históricas e heróicas campanhas políticas que consolidaram a presença do principal sindicato de docentes do Brasil. Para a professora Marinalva Oliveira, a indicação do seu nome para presidir o Andes vem a ser uma homenagem ao desempenho político manifestado ao longo desses anos pelos docentes vinculados às instituições de ensino superior do Pará e Amapá. Ela pretende se esforçar para manter o Andes na linha de frente de seus combates e atraindo mais parceiros em defesa da democracia, em todos os níveis e instâncias.
A chapa “Trabalho Docente e Movimento Social” tem em sua composição final docentes de praticamente todos os estados do Brasil, numa representatividade que engrandece e fortalece o Andes-Sindicato Nacional, sempre empenhado numa luta sem trégua pelas melhores condições de trabalho, no presente e no futuro, dos docentes brasileiros.
A professora Marinalva Oliveira está percorrendo todas as unidades da federação levando a mensagem de sua chapa para a militância que, em maio, comparecerá às urnas para eleger a nova diretoria do Andes-Sindicato Nacional.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

CSP-Conlutas entrevista Chapa 1

Marinalva Silva Oliveira apresenta proposta da Chapa 1, apoiada pela CSP-Conlutas, para as eleições do Andes-SN

12/04/2012

As eleições para a diretoria do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior), do biênio 2012-2014, serão realizadas nos dias 8 e 9 de maio. Esse sindicato é filiado à Central e tem sido referencia de independência do governo e de luta em defesa da Educação e dos docentes em todo país.

Duas chapas se apresentaram para a eleição, mas somente a chapa 1 “ANDES – Trabalho Docente e Compromisso Social” apoiada pela CSP-Conlutas foi homologada. A chapa 2 “ANDES-SN para os professores” não atendeu todas as exigências para registro e, por isso, não disputará a eleição.

A chapa 1 tem como presidente  Marinalva Silva Oliveira,  professora da Universidade Federal do Amapá. Para conhecer um pouco mais sobre as propostas da Chapa 1, a CSP-Conlutas entrevistou Marinalva que apresentou suas opiniões, expectativas e proposta para a direção do Andes-SN. Confira:


CSP Conlutas: Marinalva, você é candidata a presidente do ANDES-SN. Fale um pouco da realidade do trabalho docente.

Marinalva Silva Oliveira - A docência está vinculada à possibilidade de transformação da sociedade, de reinventá-la e reorganizá-la de uma forma mais justa, igualitária e solidária. Entretanto, ao mesmo tempo, luta contra sua submissão ao sistema. Quando se nega ao docente a possibilidade de tempo para pensar, este passa a funcionar para o sistema reforçando as ideologias da classe dominante e, consequentemente, o processo de subjugação do trabalhador.

O ensino superior no espaço privado há muito está nesta condição. No âmbito público, as políticas utilizadas pelos sucessivos governos têm gerado uma universidade de poucos recursos e elevada competitividade. Isso tem conduzido a preocupações comparativas entre os docentes a um ambiente competitivo e estressante e ao adoecimento docente. Os docentes, então, não conseguem mais transformar nada, pois toda a preocupação passa a ser parecer produtivo dentro do sistema adotado. Abandona-se a lógica da transformação e passa-se a construir um ambiente individualizado e auto-centrado onde não há tempo, espaço ou interesse para pensar a sociedade e sua transformação.

Não podemos acatar essa condição, temos que voltar a ser capazes de pensar o mundo, a realidade que nos cerca e de ter alguma possibilidade de transformação social. A universidade humboldtiana, aquela que se define pelo tripé ensino, pesquisa e extensão, como um lócus de resposta aos anseios sociais não pode morrer, não podemos deixar. Precisamos não nos tornar anacrônicos, precisamos ir além da lógica de preparar para o mercado de trabalho, precisamos reconstruir a universidade como um centro do pensar, para então, transformar a sociedade.

CSP Conlutas: O ANDES-SN acaba de realizar um Congresso que teve como um dos centros a defesa da educação pública. Como você vê o quadro da educação superior no Brasil e as políticas do governo federal?

M.S - As políticas do governo federal estão alinhadas com as políticas de organizações internacionais como FMI, BM e OMC que tem como centro de seus interesses o capital e seus donos. Toda a legislação e política adotadas visam entregar o sistema de educação ao mercado, a partir de uma lógica liberalizante, ou seja, tornar a educação um mecanismo rentável, muito rentável para os donos do capital. Para isso o governo vem sistematicamente implodindo as universidades públicas brasileiras. Reduz salários dos trabalhadores e trabalhadoras, reduz recursos diretos às IES, aumenta o número de discentes sem aumento proporcional de docentes e técnicos. Ao mesmo tempo incentiva a iniciativa privada por meio de fomentos como Prouni e FIES, permite cursos de curta duração, amplia a EaD, e amplia a abertura do sistema educacional brasileiro ao capital internacional.

Sob esta lógica, a educação deixa de ser direito, vira mercadoria e quem paga por ela somos nós a custa de endividamentos. A seguir o caminho que o governo vem implementando, só terão acesso a instituições de qualidade aqueles que fizerem empréstimos de longo prazo para bancar a educação dos filhos, como se faz para comprar uma casa.

O ANDES-SN sempre defendeu e continuará defendendo a educação como direito, o caderno 2 que atualizamos no 31º Congresso do sindicato é uma mostra disso. Um ensino público, gratuito, autônomo, democrático, de qualidade e socialmente referenciado que esteja a serviço da construção de uma sociedade justa e igualitária é a nossa meta, e é, além da defesa dos interesses da categoria, a razão de ser do ANDES Sindicato Nacional.

CSP Conlutas: Como está a situação do registro sindical do ANDES?

 M.S -  O Estado tem adotado mecanismos de controle sobre a organização dos trabalhadores e trabalhadoras com o objetivo de retirar direitos dos (as) mesmos (as). O ANDES-SN tem representado oposição a essas políticas e tem lutado arduamente na defesa destes direitos. O governo, por sua vez, tem utilizado contra o ANDES-SN e demais organizações que se lhe opõem, todas as ferramentas a sua disposição, incluindo aquelas oriundas das mudanças implementadas a partir da chamada reforma, ou como nós denominamos, contrarreforma sindical.

Dentre os mecanismos utilizados pelo governo na tentativa de fragilizar a ação dos opositores está o registro sindical, reconhecimento legal para funcionamento de uma entidade sindical. O ANDES-SN, por exemplo, viveu uma parte de sua história sem o registro sindical, embora felizmente nossas ações tenham suplantado esse entrave burocrático. Destaque-se que a tramitação da PEC 369, retomada no parlamento, tende a aprofundar esses mecanismos de controle sobre as entidades sindicais. Dessa forma, as ações quanto ao registro do ANDES-SN ocorrerão nos âmbitos político e jurídico para garantir a concepção sindical classista e autônoma. Ao mesmo tempo, precisamos fazer uma ampla discussão com a base do sindicato e atuar junto com a CSP-Conlutas e outras entidades denunciando os ataques e os objetivos dos mesmos que tem como central a caça da liberdade e autonomia sindical.

Em resumo, o governo tem buscado estabelecer controles rígidos, impedir a liberdade sindical e aprofundar os ataques à capacidade de organização sindical, especialmente contra entidades combativas como o ANDES-SN. Esta é a razão pela qual o registro do ANDES-SN foi suspenso pelo governo, mas isso não deterá os docentes, continuaremos mobilizando para enfrentar a repressão às atividades sindicais da categoria. Vamos resistir aos ataques ao nosso projeto e concepção sindical, pois a força do ANDES deriva não da burocracia, mas dos docentes que o compõem e que labutam na universidade diariamente.

CSP Conlutas: Marinalva, duas chapas se inscreveram para a eleição do ANDES-SN. Quais são os projetos em disputa?

M.S - Duas chapas se inscreveram, mas apenas a nossa Chapa foi homologada, pois a outra Chapa não cumpriu as exigências postas no Estatuto do ANDES e no Regimento Eleitoral.

Nós da Chapa 1 defendemos um sindicato livre, autônomo e combativo que nos represente e que enfrente esse modelo de educação privativa. Lutamos e lutaremos por uma universidade de qualidade, pública e gratuita como política de estado. Uma educação em que o governo invista de fato e não por meio de estratégias enganosas como os editais. Não é possível ficarmos nos digladiando por escassos recursos lançados por meio de editais, enquanto o governo prioriza os interesses do mercado. Defendemos uma entidade classista cujo papel deve ser o de transformação social para tornar a sociedade mais justa e igualitária.
  
CSP Conlutas: Como você vê as relações do ANDES-SN com o processo de organização mais geral da classe trabalhadora no Brasil e, em particular, a relação com a CSP Conlutas?

M.S - O processo de organização da classe trabalhadora é central para o ANDES-SN, pois entendemos não ser possível qualquer possibilidade de transformação social, a partir do interesse dos trabalhadores, sem que haja a aglutinação da classe. Lamentavelmente, com a política liberal e a cooptação sindical assumida por um governo que cresceu por dentro dos sindicatos, a aglutinação está fragilizada.

O ANDES-SN sempre assumiu como central o processo de organização dos diferentes segmentos da classe trabalhadora, de modo que este tema é presente nos nossos congressos e CONAD e em nossas ações cotidianas. Temos nos esforçado para que a luta conjunta dos SPF [Servidores Públicos Federais] ocorra, ocupamos espaços como a CNESF e estamos construindo a CSP-Conlutas que é um instrumento novo e importante na organização da classe trabalhadora.

O ANDES-SN participou ativamente da construção da CSP-Conlutas por entender, após amplas discussões na base, que essa central é fundamental no enfrentamento ao capital e em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Só através da unidade de diversos setores que tem enquanto meta uma sociedade justa e igualitária, chegaremos à vitória. Assim, precisamos da CSP-Conlutas como uma organização autônoma, independente e combativa que nos permita enfrentar as condições de expropriação e espoliação a que a classe trabalhadora vem sendo submetida. O ANDES-SN filiou-se à CSP Conlutas, pois entende que ela é um polo agregador absolutamente necessário para a reorganização da classe.

CSP Conlutas: De 27 a 30 de abril teremos o I Congresso Nacional da CSP- Conlutas, em Sumaré/SP. Como vai ser a participação do ANDES-SN?

M.S - O I Congresso da CSP Conlutas, que tem como tema “Avançar na organização de base”, ocorre num momento ímpar para fortalecermos essa entidade classista, democrática para avançar na unidade da luta e na organização de base. Por isso o ANDES-SN participa ativamente de todas as instâncias da CSP-Conlutas. No I Congresso Nacional não será diferente, teremos delegados da diretoria nacional e de seções sindicais cujos posicionamentos quanto às normas estatutárias, organização, expansão e enraizamento da central buscarão tornar a CSP-Conlutas ainda mais forte e atuante no cenário nacional.

CSP Conlutas: Você é professora no Amapá? O que diferencia a atuação de uma educadora nessa região do país?

M.S- Um colega do Amapá escreveu um artigo na revista Universidade e Sociedade do ANDES-SN onde ele situava a nossa instituição na periferia da periferia do capital. De fato, essa é a condição em que nos situamos, estamos deslocados tanto no aspecto geográfico quanto em relação ao centro das decisões. Toda política educacional implementada no centro do sistema financeiro afeta o Brasil e se expressa com mais força em instituições periféricas como aquelas que estão no interior dos estados centrais ou nos estados mais distantes. O Reuni, programa de reestruturação do governo para as universidades federais, é um claro exemplo disso. A Unifap praticamente dobrou seu número de alunos e cursos, mas a contrapartida em termos de melhorias para a instituição é muito reduzida. Técnicos e docentes vivenciam fortemente a superexploração e a queda de qualidade resultante da falta de tempo para se dedicar aos detalhes da função. Por conseguinte, essa falta de qualidade afeta os alunos e o próprio desenvolvimento da região. Então, ser docente na periferia da periferia, significa ter que ser ainda mais forte na luta contra o desmonte da universidade.

CSP Conlutas: Fale um pouco de você, quem é Marinalva Oliveira?

M.S- É muito difícil uma auto-definição, mas vamos lá! Sou professora e pesquisadora com formação em nível de doutorado na área de Psicologia na Universidade Federal do Amapá. Minhas pesquisas estão centradas nos desafios da inclusão escolar e social de pessoas com deficiência, de forma mais específica, crianças com síndrome de Down e atuo na graduação e na pós-graduação. Iniciei no movimento sindical dos bancários e posteriormente no SINDUFAP, seção sindical do ANDES-SN. Sou mulher, mãe e trabalhadora dentro do sistema capitalista, portanto, sofro todas as atrocidades que o mesmo nos traz, mas luto diariamente para superá-las e sonho com outra universidade e sociedade. Uma sociedade livre das opressões e das discriminações!

CSP Conlutas: Quer deixar algum recado para aqueles que acompanham a página da CSP Conlutas na internet?


M.S - Para o contínuo fortalecimento do ANDES-SN e da CSP Conlutas, chamamos os professores e professoras de todo o país a votarem nos dias 8 e 9 de maio na Chapa 1, Trabalho Docente e Compromisso Social. As eleições são diretas, com urnas em todo território nacional possibilitando a todos os sindicalizados e sindicalizadas decidirem quem vai dirigir o Sindicato nos próximos dois anos. Essa forma democrática como o ANDES-SN se organiza, ocorre não só nas eleições, mas em todas as instâncias de deliberações através de CONAD e Congressos. Por isso convidamos todos e todas a se envolver com o contínuo fortalecimento do ANDES-SN votando em defesa da Universidade pública e da valorização do trabalho docente! Por último, visitem nosso blog e organize o comitê de campanha na sua universidade http://chapa1andes-sn.blogspot.com.br/.